Apr
11

Airgile – Gestão de projectos em Português

O Airgile é uma Rich Internet Application de gestão de equipas, projectos e tarefas implementada pela Webfuel caracterizada pelo seu interface absolutamente delicioso e pela sua simplicidade e velocidade de resposta, sendo possívelmente a mais rápida aplicação do género no mercado.

O Airgile sincroniza automaticamente as alterações às tarefas entre todos os elementos da equipa automaticamente, o que permite que as equipas trabalhem a todo o gás e que os gestores de projecto acompanhem as evoluções ao projecto em tempo real através de um dashboard intuitivo. Pesquisas e filtragens a milhares de tarefas demoram menos de meio segundo, tal como adicionar ou editar tarefas – através do Quick-Add e Quick-edit.

Feito a pensar em equipas espalhadas em redor do mundo, suporta multi-linguagem (por agora em Português e Inglês) e lida automaticamente com o fuso horário. Isto é,  uma tarefa introduzida a uma determinada hora em Portugal, aparece com a hora correcta para os elementos da equipa localizados no Brasil sem qualquer configuração necessária.

Além da informação detalhada que é possível colocar numa tarefa – como o tipo, estado, importância, data de início, fim, orçamento, entre outras -, é ainda possível anexar múltiplos ficheiros de uma só vez sem que tenha que esperar que o envio termine para continuar a trabalhar. Isto é, a aplicação não bloqueia em tarefas assíncronas, tudo com o objectivo de aumentar a produtividade! O sistema de preview inline permite visualizar imagens e ficheiros de texto dentro da aplicação, sem ter que os descarregar para o seu computador.

O sistema de comentários associado a cada tarefa reforça a comunicação entre os elementos da equipa – ou mesmo com o cliente -, incentivando a troca de ideias ou pedidos de esclarecimento.

O Airgile encarrega-se de enviar automaticamente emails a todos os utilizadores ligados a um projecto sempre que há alterações  (nova tarefa, tarefa editada, novo comentário, etc), podendo o gestor de conta activar a opção de subscrição por tarefa, permitindo que cada pessoa opte individualmente por receber mails só nas alterações das tarefas que escolher.

O sistema de permissões permite ligar utilizadores a projectos, sendo definido projecto a projecto se determinado utilizador pode somente consultar, inserir tarefas, e deixar comentários; se pode aceder às tarefas confidenciais; ou ainda se terá permissões de gestor de projectos que lhe permitem manipular todas as tarefas.

Como cada projecto e negócio é diferente, o Airgile permite-lhe configurar projecto a projecto os tipos, estados e níveis de importância das tarefas. Isto é, é fácil adaptar os projectos a áreas completamente distintas, como a consultoria em IT, ou a advocacia.

Os pormenores de usabilidade do Airgile são deliciosos, com vista não só a aumentar largamente a produtividade da equipa e assegurar o cumprimento de prazos, como também a permitir a utilização por diferentes pessoas com níveis de conhecimentos informáticos completamente díspares: a sua simplicidade tornam o Airgile na ferramenta de gestão de projectos ideal tanto para utilizadores experientes, como para utilizadores inexperientes.

Estando alojado numa Cloud, a plataforma está acessível a partir de qualquer computador em qualquer local do mundo com ligação à Internet, sendo compatível com todos os sistemas operativos e web-browsers usando o Flash Player 10.2. Não existem incompatibilidades entre web-browsers e sistemas operativos, sendo o desempenho e robustez da aplicação sempre ao mais alto nível.

O Airgile está disponível no modelo Software-as-a-service, isto é, mediante o pagamento de uma mensalidade muito baixa (a começar nos 6€/mês!), mas possui também uma conta gratuíta limitada a um projecto. Ao longo do tempo, o Airgile continuará a crescer com novas funcionalidades sempre com vista a aumentar a produtividade dos utilizadores.

O site do Airgile está disponível em http://airgile.com e possui não só vários vídeos de demonstração, como lhe permite testar uma conta de demonstração com dados fictícios antes de poder criar a sua conta.

A aplicação foi desenvolvida pela Webfuel, sendo completamente nacional. Assenta na Cloud, e corre em qualquer browser, tendo sido implementada em Flex usando o Adobe Flash Builder 4.5.  Planeamos lançar uma versão instalável com suporte a OCC (trabalhar offline) e uma versão para Android e iOS através de Air 2.6.

Experimentem o Airgile, forneçam-nos feedback usando o fórum e ajudem-nos a divulgar este produto de origem nacional! :)





Mar
24

RiaPT Meeting no Porto – A experiência, conclusão e os slides!

Bem, já lá vai mais de uma semana que o Meeting do Porto decorreu.

Posso dizer que, de início, pensamos em colocar um limite de 100 pessoas no evento, mas depois pensamos que a procura não iria ser muita, uma vez que no último encontro eramos apenas… três pessoas!

No entanto, lá nos aventuramos em colocar o limite de 70 + 10 speakers e a aposta foi ganha! No final, e totalizando toda a gente, eramos 67 pessoas juntas no evento!

O que correu bem?

  • O almoço

- Eramos cerca de doze pessoas e foi interessante falar das expectativas sobre o evento, de conversar com pessoas com quem não tivemos hipótese de trocar ideias noutros eventos, etc. O lombo estava bom e mesmo a queimar as duas, lá conseguimos pagar todos e lá fomos para o local onde ia decorrer o evento.

  • O evento

- Como todos notaram, o evento começou com cerca de vinte minutos de atraso. Não havia problema se ninguém se esticasse nas apresentações (o que não foi o caso!).

- Uma coisa a referir foi o espírito de todos! Durante as cerca de cinco horas em que tivemos no edifício Maus Hábitos houve sempre um bom convívio, as piadas típicas dos apresentadores ao qual a plateia correspondia sempre com umas gargalhadas. O que dizer do Luís Martins que arranjou um milagroso projector porque o nosso era “esverdeado”.

  • O jantar

Depois de tantas horas no evento, que bem que soube comer umas belas pizzas de… 50 centímetros, no S. Marino! Eramos também cerca de doze pessoas e o convívio foi muito interessante, dando para trocar ideias e falar sobre o que se passou no evento, sobre as novas tecnologias, experiências que tenhamos tido, etc. Tudo acabou, por volta da uma da manhã no Rivolli, onde decorria o Fantasporto.

  • Conclusões

Como nunca nada corre perfeito, temos noção que houve várias falhas, mas todas elas devido à pouca experiência que os organizadores tinham em realizar eventos.

  1. O local – Embora o local fosse interessante, era notório a falta de condições para a projecção dos conteúdos através do projector. O facto de ter ficado muito escuro a partir do meio do evento, fez com que o público quase não conseguisse ver os speakers.
  2. Talvez devêssemos ter apenas uma refeição em conjunto. Assim, podíamos tentar ter mais pessoas no mesmo espaço;
  3. O controlo do tempo. Esta sim, uma falha um pouco grave, umas vez que perdemos completamente a noção do tempo;

Apresentações:

Ainda não consegui que os vídeos ficassem todos disponíveis uma vez que temos limite, tanto no Vimeo, como no Youtube, de tempo para os vídeos (só dá para 10 minutos em cada).

No entanto, já podem ver o vídeo de introdução do evento aqui

Sendo assim, ficam aqui as apresentações que já nos foram facultadas pelos speakers. Quando me enviarem mais, actualizarei aqui o post

Mauro Martins:

Web – Construir é diferente de ver

Nuno Gomes:

HTML 5, a Realidade da Utopia

Miguel Pinto:

Zend Framework e Flash

Felipe Ávila:

The Usability Page

Cumprimentos a todos, e preparem-se porque vêm aí mais!




Feb
08

RiaPT meeting no Porto!

6 de Março de 2010 o RiaPT vai voltar ao Porto!

Marca desde já essa data na agenda e prepara-te para passar uma tarde bem disposta juntamente com pessoas que partilham contigo interesses e paixões pela Internet e não só!

Vamos ter speakers a abordar temas de elevado interesse da actualidade que te vão deixar com água na boca para aprender, explorar e procurar as inovações para o design e desenvolvimento das tuas aplicações!

O universo de desenvolvimento de aplicações web está em perfeita erupção! Não são só as tecnologias cliente, mas toda a “pilha” de desenvolvimento com as suas diversas tecnologias, linguagens e ferramentas está a ser posta em causa e cada um quer encontrar o seu nicho nesta realidade. Não perca esta oportunidade de ouvir alguns experts  portugueses na área do desenvolvimento de Rich Internet Applications.

Como se isto não fosse suficiente ainda vamos ter prémios para distribuir pelo pessoal que estiver a assistir que vão desde licenças de software a vouchers de cursos de formação e outros.

Não percam! Dia 6 de Março, no Edifício “Maus Hábitos”, às 14:00, e sim, no Porto!

Inscreve-te em: http://riapt.stagehq.com/events/182/booking/new

Agenda

14:00 Abertura Rui Silva, Mauro Martins
14:10 Zend Framework com Flash Miguel Pinto
14:35 Web – Construir é diferente de ver! Mauro Martins
15:00 Flex Decoupled – Build Strong from the Foundation Vítor Monteiro
15:25 Balsamiq Mockups e Napkee: A arte de “rabiscar” Rui Silva
15:50 Papervision 3D João Crispim
16:10 Coffee Break Networking
16:25 Make Web not War: A plataforma Microsoft Luís Martins
16:50 Silverlight 101: Anatomia de uma Aplicação Ricardo Castelhano
17:15 Swiz e Flex João Fernandes
17:40 “HYPE”: Voltar à criatividade em Flash! João Gonçalves
18:05 HTML5: A realidade da utopia Nuno Gomes
18:30 Encerramento – Prémios Rui Silva, Mauro Martins



Feb
01

Adobe, Flash Player, Apple, iPad, HTML5 – os Mitos

Regra geral, evito colocar posts de opinião pessoal. Mas desta vez, não consigo não dar a minha opinião.
O anúncio do iPad sem suporte para o Flash Player originou um movimento na blogosfera onde tenho lido de tudo um pouco. Circulam por aí tantos disparates, tantos mitos e pessoas de horizontes limitados, que desta vez não consigo ficar quietinho sem dar a minha opinião sobre o tema. Pior ainda, quando vi alguns comentários perfeitamente rídiculos de tugas de “renome” (que não vou específicar) em blogs, no facebook, twitter e outros.

É sabido que a minha vida roda em redor das RIAs na plataforma Flash, que sou Adobe Certified bla bla, Adobe Community bla bla, etc. Mas também tenho cabecinha para tentar olhar para o mundo de forma imparcial, e acima de tudo pragmática. Até porque, não esqueçamos, há uns anos eu era anti-Flash. E depois ganhei juízo, e aprendi que não se deve criar preconceitos sem conhecermos realmente aquilo de que falamos. E é consoante essa visão que faço este post.

Prólogo

Antes de mais, um pouco de background na coisa.  A Apple lançou este mês o iPad, um meio termo entre um iPhone e um netbook, que em teoria é um dispositivo que se diz por aí ser revolucionário. Porém, o iPad, tal como o iPhone, não traz – nem se prevê que venha a trazer – suporte ao Flash Player. Imediatamente, a blogosfera e o twitter, encheram-se de reacções, onde muitos ditos puristas dos standards, apple-fanboys, ou simplesmente anti-flashers, começaram a festejar o início da morte do Flash. A atitude da Apple é sem dúvida uma afronta à Adobe que vai mexer com a taxa de penetração e credibilidade do Flash Player. E no meio deste hype, li e reli centenas de vezes um conjunto de mitos que por aí circulam, que não me conseguiram deixar impávido e sereno.

Flash vs HTML

Em duas palavras: comparação ridícula. Alhos com bugalhos. Resume-se a:

  • HTML-> Documentos
  • Flash -> Estados.

Enquanto que o  primeiro (HTML), serve para definir estruturas de dados, o segundo serve para criar aplicações. São duas tecnologias distintas com propósitos distintos. E o problema surge quando um começa a entrar no território do outro: não faz sentido usar o Flash para fazer um blog da mesma forma que não faz sentido usar o HTML para fazer uma ferramenta de manipulação de imagem.

Ambas as tecnologias devem complementar-se.
Para os menos atentos, nós na Webfuel desenvolvemos RIAs na plataforma Flash para a banca (gestão de finanças pessoais) e investimentos (plataformas de trading). Fazêmo-lo usando as boas práticas de Engenharia importadas do mundo J2EE, e puxamos a plataforma ao seu limite (interfaces interactivos e animados, com multimédia, e paradigmas de usabilidade complexos). E fazêmo-lo desta forma porque é possível; porque a plataforma o permite. Perdoem-me os puristas, mas nunca seria possível actualmente fazermos o que fazemos – e como o fazemos – em HTML. Talvez daqui a… 5 anos. E aí o Flash já terá evoluido outros 5 anos…

“O Flash atrasa a minha navegação na net, faz o meu CPU disparar, e os banners irritam”

Verdade seja dita: banners são irritantes. Especialmente aqueles que aparecem sobre o conteúdo das páginas que queremos ver, não nos deixando clicar em nada até que o banner desapareça. Ou aqueles que fazem as ventoinhas do CPU disparar. Ou mesmo aqueles que crasham o browser. Mas a realidade é que tudo é um negócio, e os banners são a maior fonte de receita na internet. E os senhores do marketing ficam todos excitados com animações, sons, e interactividade, e lá surgem os banners em Flash por todo o lado. Colocando realmente a navegação mais irritante. E lenta. E problemática.
E se não existisse Flash (ou outro plugin com penetração semelhante)?
Seria tudo igual. Haveriam banners na mesma. Em Javascript, ou outra tecnologia. Igualmente irritantes, mas possivelmente igualmente (ou mais) pesados para o processador (a performance do Flash Player é superior à do Javascript ).
A culpa não é do Flash Player. Só se for culpado de ser o runtime com a maior taxa de penetração do mercado, e de ser tão fácil e rápido implementar algo impressionante na plataforma Flash.

HTML 5 vai matar o Flash

Há quem julgue que sim, mas Flash não é sinónimo de vídeo. O Flash serve para construir experiências multimédia e software. O HTML 5 não vem para substituir o Flash. Poderá, sim, (e provavelmente assim será) começar a substituir/ser alternativa ao Flash em muitos sites de vídeo (Youtube, etc). Mas mais uma vez, é comparar alhos com bugalhos. É dizer que, assim que o HTML 5 sair, será a plataforma preferencial para fazer aplicações de trading, com realtime data push, advanced charting, acesso à câmara e microfone, etc. Enfim. Nem é fácil comentar este mito, por ser completamente díspare da realidade. O HTML 5 será, na melhor das hipóteses, um substituto daquilo que foi o Flash Player 5. Para não deixar de referir que há sempre o risco das várias implementações de cada browser se tornarem na habitual dor de cabeça dos developers – algo que não existe no mundo da plataforma Flash.

O Flash Player encrava o MacOS…

… tal como o JAVA, o C++, ou mesmo o Javascript ou qualquer outra plataforma. Claro que é rídiculo comparar a estabilidade da Virtual Machine do Flash Player com a da JVM, mas é suficientemente robusta para suportar aplicações críticas de trading a fazer transacções de milhares de dólares diariamente. A acusação à estabilidade do Flash Player não se deve à tecnologia em si, mas sim aos maus developers que andam por aí. E, verdade seja dita, o mundo Flash está repleto deles. Developers que não sabem (nem querem saber) o que são boas práticas. Ou designers que decidiram aventurar-se pelo mundo do desenvolvimento. E aqui, a culpa do Flash Player é mais uma vez a sua alta taxa de penetração, e o facto de ser tão fácil fazer algo impressionante na plataforma Flash.
E depois entram as estatísticas. Se passarmos um dia em frente ao computador, abrimos o Word 4 ou 5 vezes, mas arrancamos o Flash Player umas 50 vezes – pelo menos. Cada SWF – banners, websites, RIAs, vídeos, etc – é uma aplicação diferente feita por pessoas diferentes (sejam bons ou maus developers). Não é preciso ser-se expert em estatística para terminar o raciocínio. A realidade é que diariamente me deparo com tanta coisa mal implementada na web que pessoalmente até fico admirado com a robustez do Flash Player.
Aqui na Webfuel somos pelo menos 6 pessoas a puxar diariamente o Flash Player aos limites, de onde pelo menos uma é adepta (quase fanática) da Apple. E a realidade é que o Flash Player se aguenta perfeitamente com as nossas experiências e produtos.
Ainda assim, admito que há margem de melhoria na robustez do Flash Player, talvez começando por distribuir melhor os recursos consumidos por cada SWF, impedindo que um SWF problemático possa afectar outro.

Falta ainda dizer que, verdade seja dita, o Flash Player não encrava nenhum sistema operativo. Encrava, sim, o browser. E nos melhores browsers encrava apenas o tab onde o SWF ranhoso encravou.

O Flash Player é demasiado lento para correr no iPhone. E no iPad.

A Apple acusa a Adobe do Flash Player consumir demasiados recursos, pelo que não o poderia colocar a correr no iPhone. Mas a realidade é que o Flash Player 10.1 – que foi especificamente optimizado para dispositivos móveis – corre em telemóveis com poder de processamento teoricamente inferior ao do iPhone. O que é suspeito.

No entanto, para piorar, o iPad também não suporta o Flash Player. Quer isto dizer que a Apple lançou um produto de $600 que não tem poder de processamento para o Flash Player?

Segundo a Adobe, ao contrário da Microsoft, a Apple nunca ajudou a Adobe a optimizar o Flash Player para o MacOS. Segundo a Apple, a Adobe é preguiçosa.

Conclusões

A minha preocupação é desenvolver produtos que façam sentido para o consumidor final. Produtos de software ubíquos, acessíveis de qualquer local, computador, sistema operativo, ou browser, com um único codebase, e com preocupações acrescidas ao nível do interface e interactividade. Rich Internet Applications. Este é o futuro, podermos aceder às nossas aplicações e dados a partir de qualquer local.
E estando a trabalhar para isso há alguns anos, a realidade é que me sinto ofendido de ser apanhado no meio de uma guerrazinha de egos (e de milhões de dólares) onde no fundo quem fica a perder somos todos nós – tanto developers como consumidores.




Sep
25

Slides da apresentação “Flash&Arduino – uma ligação com sentimento”

Ontem realizei uma apresentação no AdobeUserGroup sobre a ligação do Flash à placa Arduino.

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