Feb
08

RiaPT meeting no Porto!

6 de Março de 2010 o RiaPT vai voltar ao Porto!

Marca desde já essa data na agenda e prepara-te para passar uma tarde bem disposta juntamente com pessoas que partilham contigo interesses e paixões pela Internet e não só!

Vamos ter speakers a abordar temas de elevado interesse da actualidade que te vão deixar com água na boca para aprender, explorar e procurar as inovações para o design e desenvolvimento das tuas aplicações!

O universo de desenvolvimento de aplicações web está em perfeita erupção! Não são só as tecnologias cliente, mas toda a “pilha” de desenvolvimento com as suas diversas tecnologias, linguagens e ferramentas está a ser posta em causa e cada um quer encontrar o seu nicho nesta realidade. Não perca esta oportunidade de ouvir alguns experts  portugueses na área do desenvolvimento de Rich Internet Applications.

Como se isto não fosse suficiente ainda vamos ter prémios para distribuir pelo pessoal que estiver a assistir que vão desde licenças de software a vouchers de cursos de formação e outros.

Não percam! Dia 6 de Março, no Edifício “Maus Hábitos”, às 14:00, e sim, no Porto!

Inscreve-te em: http://riapt.stagehq.com/events/182/booking/new

Agenda

14:00 Abertura Rui Silva, Mauro Martins
14:10 Zend Framework com Flash Miguel Pinto
14:35 Web – Construir é diferente de ver! Mauro Martins
15:00 Flex Decoupled – Build Strong from the Foundation Vítor Monteiro
15:25 Balsamiq Mockups e Napkee: A arte de “rabiscar” Rui Silva
15:50 Papervision 3D João Crispim
16:10 Coffee Break Networking
16:25 Make Web not War: A plataforma Microsoft Luís Martins
16:50 Silverlight 101: Anatomia de uma Aplicação Ricardo Castelhano
17:15 Swiz e Flex João Fernandes
17:40 “HYPE”: Voltar à criatividade em Flash! João Gonçalves
18:05 HTML5: A realidade da utopia Nuno Gomes
18:30 Encerramento – Prémios Rui Silva, Mauro Martins



Sep
30

Parte I – Flex, AIR & SQLite

 

adobe-air

Introdução:

Esta é a primeira parte de uma série de três tutoriais que vou colocar sobre a integração de Flex com AIR e SQLite. A primeira (esta) vai centrar-se em uma breve introdução ao AIR com SQLite e vamos criar uma aplicação onde vamos adicionar uma base de dados local, inserir vários tipos de dados e depois coloca-los directamente em uma datagrid em Flex.

A parte dois que será colocada mais tarde (estou a trabalhar nela) será centrada em criar uma form para adicionar dinamicamente informação à base de dados e em colocar várias tabelas a interagirem entre si em que a primeira tem dados e a segunda possui várias informações relativas aos items anteriores.

A terceira será depois a integração das chamadas da base de dados com itemClasses e também ValueObjects.

Espero que gostem! Mauro.

Parte I

Sem dúvida que se há uma coisa que o Adobe AIR tem de interessante é a capacidadede ser possível criar base de dados locais sem a necessidade de nenhum servidor local como o wamp ou semelhante e com extrema facilidade.

Ter a possibilidade de inserir, actualizar e retirar informação de uma estrutura de base de dados é sem dúvida mais fácil de gerir do que, por exemplo, a utilização de ficheiros de texto ou então ficheiros com estruturas em XML como por vezes acontece.

Este tipo de interactividade entre o Flex ou Flash com estas estruturas permitem-nos fazer relações entre várias tabelas, podendo assim associar facilmente dados que poderão estar organizados nas famosas sequências “one-to-many” (uma entrada na tabela TAB_1 tem várias entradas associadas na tabela TAB_2). Isto torna a injecção de dados em componentes de Flex ou Flash numa acção simples e quase directa.

Para começar a utilizar este tipo de estrutura e para podermos ter qualquer interacção com uma base de dados em SQLite através do AIR, são precisos ,no mínimo, três elementos: um ficheiro (base de dados), uma conexão e uma declaração (query).

Este tutorial vai ser constituído por três partes sendo a primeira mais simples, com criação, adição e preenchimento de uma dataGrid em Flex. A segunda parte do tutorial terá também relação entre mais que uma tabela na mesma base de dados (relações on-to-many) e mais tarde, vamos utilizar itemClasses para termos um mapeamento perfeito e mais correcto da nossa aplicação.

Passando ao código..

// Criamos uma variável que vai guardar a referencia ao nosso ficheiro de base de dados
private var dbFile:File;

// Criamos uma nova conexão e abrimos o ficheiro que contem a base de dados
private var conn:SQLConnection;

// Método init para iniciar as nossas variáveis e associar-lhes valores
private function init () : void {
    dbFile = File.applicationStorageDirectory.resolvePath(“employees.db”);
    conn = new SQLConnection();
    conn.open(dbFile);
    createDataBase();
    insertDataBase();
    selectDataBase();
}

// Primeiro criamos a nossa base de dados local
private function createDataBase() : void
{
    // Criamos a variável que vai executar a nossa query, atribuimos a nossa conexão, e criamos a query para depois executar
    var statement : SQLStatement = new SQLStatement();
    statement.sqlConnection = conn;
    statement.text = “CREATE TABLE employees (empId INTEGER PRIMARY KEY AUTOINCREMENT, empName VARCHAR(255))”;
    statement.execute();
}

Da mesma forma que é fácil criar uma base de dados, também é fácil adicionarmos conteúdo à mesma bastanto quase copiar o código anterior mudando apenas a nossa query.

private function insertDataBase():void
{
    var dbStatement:SQLStatement = new SQLStatement();
    dbStatement.sqlConnection = conn;
    dbStatement.text = “INSERT INTO employees (empName) VALUES (:empName)”;
    dbStatement.parameters[ ":empName" ] = “António”;
    dbStatement.execute();
}

Agora que já temos conteúdo, podemos ir buscá-lo através de um SELECT à base de dados

private function selectDataBase():void
{
    var dbStatement:SQLStatement = new SQLStatement();
    dbStatement.sqlConnection = conn;

    dbStatement.text = “SELECT * FROM employees”;
    dbStatement.execute();

    // Se quiserem ver o resultado da vossa query…
    var ac:ArrayCollection = new ArrayCollection(dbStatement.getResult().data);
    var acLength : Number = ac.length;
    for ( var i:uint; i < acLength; i++ )
    {
        trace( ac[i].empId + ” – ” + ac[i].empName );
    }

}
Já temos aqui uma primeira base mas ainda nos falta controlar várias acções, nomeadamente controlar a execução dos eventos e ter a certeza que estes ocorrem correctamente e só acedemos aos dados quando estes são recebidos / inseridos na nossa aplicação.

Exemplo:

Passando para um exemplo mais concreto, temos, nesta parte I deste tutorial, uma lista de trabalhadores de uma empresa que está guardada em uma base de dados SQLite.

<?xml version=”1.0″ encoding=”utf-8″?>
<mx:WindowedApplication xmlns:mx=”http://www.adobe.com/2006/mxml”
                        layout=”absolute”
                        creationComplete=”init()”>

    <mx:Script>
        <![CDATA[
            import mx.collections.ArrayCollection;

            // Variável que vai ter a informação para o array e que bind para a nossa datagrid
            [Bindable]
            private var empArray : ArrayCollection;

            // Variáveis de conexão
            private var dbFile : File;
            private var conn : SQLConnection;
            private var dbStatement : SQLStatement;

            // Variáveis para controlar as nossas queries
            private var empNames : Array = new Array( “António Amaro”, “Marco Silva”, “Luis Ribeiro”, “Salvador Mesquita”, “Lourenço Pinto”, “João Guimarães” );
            private var empLoc : Array = new Array( “Financeira”, “Desenvolvimento”, “Recursos Humanos”, “Transportes”, “Desenvolvimento”, “Vendas” );
            private var empTel : Array = new Array( “351″, “456″, “745″, “860″, “254″, “555″ );
            private var empPos : Number = 0;

            /**
             * INIT
             */
            private function init() : void
            {
                // Criamos a referência para o nosso ficheiro
                dbFile = File.applicationStorageDirectory.resolvePath( “employees.db” );

                // Criamos uma nova conexão que nos vai ligar à base de dados
                conn = new SQLConnection();

                // Se a base de dados existe abrimos, senão criamos uma nova
                // Dependendo da acção atribuimos diferentes listeners para invocarmos diferentes métodos
                if ( !dbFile.exists )
                {
                    conn.addEventListener( SQLEvent.OPEN, connOpen );
                } else
                {
                    conn.addEventListener( SQLEvent.OPEN, selectDataBase );
                }
                // Abrimos a base de dados
                conn.open( dbFile );
            }

            /**
             * connOpen
             */
            private function connOpen( e : SQLEvent ) : void
            {
                // abriu a conexão, vai então criar a base de dados
                createDataBase();
            }

            /**
             * createDataBase
             */
            private function createDataBase() : void
            {
                // Criamos a variável que vai executar a nossa query, atribuimos a nossa conexão, e criamos a query para depois executar
                dbStatement = new SQLStatement();
                dbStatement.sqlConnection = conn;
                dbStatement.addEventListener( SQLEvent.RESULT, insertEmpNames, false, 0, true );
                dbStatement.text = “CREATE TABLE employees (empId INTEGER PRIMARY KEY AUTOINCREMENT, empName VARCHAR(255), empLoc VARCHAR(255), empTel INTEGER)”;
                dbStatement.execute();
            }

            /**
             * insertEmpNames
             */
            private function insertEmpNames( e : SQLEvent ) : void
            {
                // Depois de criada a base de dados vamos preencher informação
                insertDataBase();
            }

            /**
             * insertDataBase
             */
            private function insertDataBase() : void
            {

                dbStatement = new SQLStatement();
                dbStatement.sqlConnection = conn;

                // Vamos inserindo novos elementos à base de dados até percorrermos todo o nosso array
                if ( empPos < empNames.length – 1 )
                {
                    dbStatement.addEventListener( SQLEvent.RESULT, insertEmpNames, false, 0, true );
                } else
                {
                    dbStatement.addEventListener( SQLEvent.RESULT, selectDataBase, false, 0, true );
                }

                // Agora vamos adicionar para cada campo, um objecto com o valor que queremos inserir na tabela
                dbStatement.text = “INSERT INTO employees (empName, empLoc, empTel) VALUES (:empName, :empLoc, :empTel)”;
                dbStatement.parameters[ ":empName" ] = empNames[ empPos ];
                dbStatement.parameters[ ":empLoc" ] = empLoc[ empPos ];
                dbStatement.parameters[ ":empTel" ] = empTel[ empPos ];
                empPos++;
                dbStatement.execute();

            }

            /**
             * selectDataBase
             */
            private function selectDataBase( e : SQLEvent ) : void
            {
                dbStatement = new SQLStatement();
                dbStatement.sqlConnection = conn;
                dbStatement.addEventListener( SQLEvent.RESULT, attribDataGrid, false, 0, true );

                // Depois de inseridos todos os registos vamos seleccionar tudo que está na base de dados
                dbStatement.text = “SELECT * FROM employees”;
                dbStatement.execute();
            }

            private function attribDataGrid( e : SQLEvent ) : void
            {
                // Vamos buscar o valor retornado pela base de dados e colocar directo num array collection
                empArray = new ArrayCollection( dbStatement.getResult().data );
            }
        ]]>
    </mx:Script>

    <mx:Panel width=”100%”
              paddingTop=”10″
              paddingBottom=”10″
              paddingLeft=”10″
              paddingRight=”10″
              title=”TRABALHADORES DA SOFT S.A.”>

        <mx:DataGrid width=”100%”
                     dataProvider=”{empArray}”>
            <mx:columns>
                <mx:DataGridColumn headerText=”Nome”
                                   dataField=”empName”/>
                <mx:DataGridColumn headerText=”Departamento”
                                   dataField=”empLoc”/>
                <mx:DataGridColumn headerText=”Telefone”
                                   dataField=”empTel”/>
            </mx:columns>
        </mx:DataGrid>
    </mx:Panel>

</mx:WindowedApplication>

Como podem ver, é bem simples criamos um sistema de base de dados que a cria, adiciona e mostra os resultados para uma datagrid. Como disse mais a cima, na parte dois do tutorial vamos avançar para relações entre várias tabelas na mesma base de dados para podermos associar a um só item de uma tabela, várias informações de outra.

NOTA: Se quiserem ir testando a criação dos ficheiros de base de dados e não conseguem porque a base de dados já está criada podem apagar “à mão” os ficheiros que ficam guardados no vosso computador.

WINDOWS: C:\Users\<user>\AppData\Roaming

MAC: <user>\Libraries\preferences\

Podem descarregar o projecto aqui:

download do ficheiro

Para mais informações sobre SQLite no AIR:
http://coenraets.org/blog/2008/02/sqlite-admin-for-air-10/
http://livedocs.adobe.com/flex/3/langref/localDatabaseSQLSupport.html

Uma ferramenta muito boa para poderem ver o que vai acontecendo e a estrutura da vossa base de dados, eu aconselhava a instalarem o Lita que foi referenciado num anterior post meu sobre As melhores aplicações AIR para Designers e Developer.

Até à próxima e espero que tenham gostado!

Mauro Martins.




Apr
30

cTIC 2009

Terá lugar no próximo dia 13 de Maio de 2009 a cTIC 2009 com a seguinte agenda:

9:00 Sessão de Abertura
Participantes convidados:
Governador Civil de Viseu
Presidente da Cãmara Municipal de Viseu
Presidente do Instituto Politécnico de Viseu
Presidente da Escola Superior de Tecnologia de Viseu
Director do Departamento de Informática da ESTV
Representantes dos alunos dos cursos do DI

09:30 Sessão 1
Rich Internet Applications – Uma visão Geral
João Saleiro – RIaPT
Potencialidades das RIA ao serviço da comunidade e das organizações
Pedro Veloso – Areal Media
Moderador: Rui Abrantes – Buzz-id

10:30 Coffee Break

10:45 Sessão 2
Microsoft® Silverlight™ – Light up the Web
Gonçalo Chaves – Microsoft Portugal
ADIGITALBOOK (Adobe Flex e AIR )
Rui Cruz – Areal Media
Moderador: Professor Doutor Óscar Mealha

12:45 Almoço

14:00 Sessão 3
Usabilidade em Contextos Multimédia e Web-based
Professor Doutor Óscar Mealha – Universidade de Aveiro
Projecto EZ Show (Adobe Flex e AIR )
Rui Abrantes – Buzz-id
Moderador: Nelson Batista

15:45 Coffee Break

16:00 Sessão 4
Interactividade – Criar novas fronteiras
Nelson Batista
Segurança em Aplicações Web-based e em Rich Internet Applications
Professor Doutor Carlos Serrão – ISCTE
Moderador: João Saleiro – RIaPT

17:30 Sessão de Encerramento
Director do Departamento de Informática da ESTV

As inscrições poderão ser feitas a partir daqui.

cTIC2009

cTIC2009




Nov
18

The Flash Platform

A Adobe publicou ontem uma imagem muito interessante e elucidativa para representar o ecosistema da Flash Platform. Na imagem é possível ver o universo das ferramentas Adobe, e a forma como se interligam.

À esquerda, a azul claro, temos as ferramentas de design: After Effects, Adobe Illustrator, Fireworks e Photoshop. Com estas ferramentas os designers podem criar o aspecto gráfico das aplicações / sites / experiências / etc, sendo este exportado num novo formato, o FXG. O FXG é um novo formato da Adobe baseado em XML para representar elementos gráficos, e que é compatível com o universo que circunda a plataforma Flash.

A azul escuro temos as aplicações de desenvolvimento: o Flash IDE, Flash Catalyst (anteriormente conhecido por Thermo), e o Flex Builder. O Flash IDE e o Flex Builder são os nossos já velhos conhecidos, sendo o primeiro mais virado para Interaction Designers que procuram um IDE visual, e o segundo para developers que procuram um IDE virado para código. O Flash Catalyst é uma ferramenta que ficará no meio, entre o Flash e o Flex Builder que permitirá a Interaction Designers utilizar um ambiente gráfico e intuitivo para importar layouts feitos nas ferramentas de design, e convertê-los através de alguns cliques para aplicações, podendo ser adicionada interactividade. O resultado o Flash Catalyst é MXML (bem formado, segundo dizem) que depois é entregue aos developers para implementarem toda a parte dura do código. Segundo se diz, o Flash Catalyst pode também carregar MXML já alterado pelos developers (corrijam-me se estiver enganado), pelo que permitirá que ambas as equipas – developers e designers – possam trabalhar ao mesmo tempo, recorrendo a um source control. O Flash Catalyst está ainda a um ano de ser lançado em versão final, pelo que durante este período serão certamente disponibilizadas versões beta e de preview.

A cinzento, em cima, temos o Flex SDK, a framework de eleição para desenvolvimento de RIAs. É composta por um conjunto de componentes, e ferramentas que assentam em Actionscript 3, para desenvolvimento rápido de aplicações. O Flex SDK está actualmente na versão 3, mas a versão que se segue (nome de código: Gumbo) vai trazer novidades absolutamente estontantes. Sendo open-source, é possível acompanhar o desenvolvimento do Gumbo, e inclusivé, fazer já aplicações com a actual versão. As milestones do Gumbo são:

  • lançamento do MAX preview agora durante o MAX;
  • versões Beta 1 e Beta 2 na primeira metade de 2009 (aposto em Fevereiro e Maio);
  • versão final na segunda metade de 2009.

As ferramentas acima “não fazem mais” que gerar ficheiros SWF que são depois interpretados e executados nos devidos runtimes: o Flash Player, que corre dentro do browser, e com limitações de acesso à máquina do utilizador (obviamente por motivos de segurança), e o Adobe Air, que permite que os SWFs possam ser instalados nos computadores dos utilizadores e correr como aplicações desktop, com acesso à maquina do utilizador como qualquer outra aplicação (i.e. leitura do disco, clipboard, etc). O Flash Player está neste momento na versão 10 que introduz uma panóplia de funcionalidades fantásticas: suporte nativo a 3D, FileReference local, suporte a filtros avançados (Pixel Bender), suporte avançado a texto, melhor performance com suporte a aceleração pela placa gráfica, etc.

De referir que os runtimes acima são compatíveis com os principais sistemas operativos, nomeadamente Mac, Windows e Linux – e a grande novidades do Max: graças ao Open Screen project temos também o Flash Player 10 em Symbian, Windows Mobile, Wii, Playstation, etc.

As aplicações (SWFs) que assentam sobre os runtimes acima serão fat clients descarregados para as máquinas dos utilizadores (pelo browser, ou instalados com Adobe Air), e que poderão posteriormente comunicar com um servidor para trocar dados. Essa comunicação pode assentar em diversos protocolos e formatos, tais como simples texto, XML, SOAP (web-services), JSON, e AMF – o formato de dados em que assenta o Flash Remoting. Estes formatos podem ser trocados sobre HTTP ou HTTPs, Sockets, RTMP, entre outros.

Esta panóplia de formatos de comunicação permitem comunicar com quase todas as tecnologias server-side existentes no mercado, pelo que aplicações feitas em Flash são facilmente integráveis com plataformas existentes, sejam elas Adobe ou de terceiros. Da Adobe, temos os servidores especificamente criados para Flash: BlazeDS e Flash Media Server que introduzem funcionalidades de Data e Multimedia Streaming, entre outras. Depois temos os servidores ColdFusion e LiveCycle ES, de onde a minha funcionalidade favorita deste último é de longe o facto dos servidores poderem tomar a iniciativa de contactar os clientes e empurrar dados (i.e. dados dos clientes sincronizados automaticamente com o servidor). Apesar da Adobe fornecer as suas próprias soluções server-side, como dito acima aplicações Flash podem ser facilmente integradas com outras soluções de backend de entidades terceiras, como, PHP, JAVA, .NET, etc, desde que implementem algum dos protolocos de comunicação acima referidos. Como exemplos de plataformas, temos BEA, SAP, salesforce.com, WebSphere, Zend, etc.

Vendo esta imagem, é inevitável sentir orgulho de ter acreditado e escolhido um dia o caminho da plataforma Flash. Aquilo que começou um dia como uma ferramenta para adicionar animações a páginas Web, é hoje em dia a mais poderosa plataforma para criar aplicações distribuídas e interactivas. As nossas amigas RIAs.




Nov
06

Tutorial MVC no Flex; Entendendo a lógica.

Como parte dos meus estudos para a Certificação Flex 3, estou a rever alguns pontos em que me sinto menos à vontade dentro do maravilhoso mundo do Flex. Vou começar por um ponto que ainda hoje reserva bastantes dificuldades de compreensão. Falo do MVC – Model, View, Controller.

O MVC é um padrão quer de desenho quer de arquitectura usando na construção de software. O uso deste padrão é muito vasto, e entende-se como o tratamento separado da lógica de programação e a interface grafica do proprio software que resulta numa enorme versatilidade da aplicação que torna muito mais facil modificar o aspecto visual da aplicação ou o código sem criar dependencias/afectação entre eles lidando facilmente com a comunicação entre utilizador, interface gráfica e o código da nossa aplicação.

Entendendo as siglas;

  • Model – Representa a informação / dados da aplicação e as “regras/definições” para manipular / trabalhar com esses mesmos dados da aplicação. No flex, geralmente class pessoais ou classes de serviços para lidar com um backend.
  • View – Representa os elementos gráficos da nossa aplicação, como inputText, datagrid, textArea, no flex engloba states, viewstacks, em resumo, todos os componentes gráficos.
  • Controller – Representa o tipo de controlo/detalhes que envolvem a comunicação com o Model (Dados e definições) e o View (Interfaces gráficas) estes detalhes resultam da lógica de comunicação entre o Model e o View e normalmente representam também a interacção com o utilizador.

Este padrão MVC foi adaptado por centenas de frameworks, e o Flex não escapou à adaptação sendo que o principal objectivo de uso deste MVC no Flex é a simplicidade e re-utilização do código criando componentes bem definidos que permitem a obtenção de uma enorme versatilidade de todos os eles, bem como uma fácil cominicação entre os mesmo componentes, sem falar numa optimização do desempenho da nossa aplicação.

Ao criarmos um aplicação sem nos preocuparmos com este padrão teremos uma agradavel supresa no final de a termos terminado. O próprio Flex / Framework já está baseada nesta arquitectura e possui mesmo os seu proprio padrão MVC definido, como os componentes que definem a interface do utilizador, os modelos de apresentação de dados e os componentes responsaveis pelo controlo de dados como interacções com linguagens back-end.

Tentar entender este processo no ambito do flex pode ser muito complicado, mas vamos colocar um caso lógico que explica muitas das operações do flex:

Onde estruturamos devidamente os elementos e acções deste modelo:

Model:

  • Usando action script, definindo como estrutura de class.
  • Geralmente são usadas varias classes para simplificação de objectivos de cada uma que englobam:
  • — Classes de dados nativas
  • — Serviços de comunicação com back-end
  • — No AIR, classes para lidar com chamadas como o SQLite

View :

  • Todas as views são componentes gráficos do flex
  • Tem como principal objectivo lidar com o layout da aplicação e disparar eventos para o controller
  • Não acedem a dados directamente, apenas usam dados de eventos, dataProviders ou propriedades publicas / databinds
  • São geralmente componentes escritos em MXML

Controller :

  • Pode existir mais que um, embora apenas seja necessário em aplicações muito complexas.
  • É usado como ponte entre o View e o Model visto que estes 2 não podem comunicar entre si directamente. Algumas propriedades / funções :
  • — Definir dataproviders
  • — Chamadas para o Model
  • — Lidar com eventos do View
  • — Alternar entre views
  • Não são necessáriamente Action Script, no flex os arquivos MXML podem ser elementos “Controladores”

O Padrão MVC não se trata de um programa, formula ou função, trata-se sim de uma forma de organização de código permitindo esta “triologia” de funcionamento; criando uma class controlador que recebe/lida com dados de um conjunto de classes (model) e que faz a devida actualização da nossa interface grafica/componentes (view).

Claro que esta explicação pode ser mal entendida e perdoem-me os experts no padrão MVC, mas basicamente é isto que é feito claro que com alguns pontos e detalhes como vimos em cima.

Este tipo de implementações têm varias variantes, podendo nós, devidamente estruturado, criar um padrão MVC para estruturar a nossa aplicação, embora a Adobe disponibilize o Cairngorm que simplifica muito a aprendizagem pincipalmente com exemplos de muitos sites. A sua instalação é muito simples e o seu uso e aprendizagem também. Uma grande referencia em Cairngorm é o blog o David Tucker:

http://www.davidtucker.net/category/cairngorm/

Façam download dos videos e exemplos e facilmente verão do que falo.

Bem, na estrutura do exame Flex 3 este é um dos pontos: “List and describe de differences between model, view and controller in a Flex application”, que nos pede para explicar as diferenças apontadas em cima.

Bem, por agora é tudo… fiquem com alguns pontos de referencia do meu estudo sobre MVC.

http://cristobal.baray.com/indiana/projects/mvc.html (recomendo vivamente)

http://www.wonderhowto.com

http://livedocs.adobe.com/

http://www.iteratif.fr/blog/

Abraço e pelo menos espero ter esclarecido alguém, e já agora, alguém com uma opinião ??

Post originalmente colocado em: http://www.msdevstudio.com

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