Jan
16

Live from Envision, Milan – Day 1, Morning

Para quem não sabe, eu e o João Fernandes estamos em Milão, no Envision, graças à Microsoft à qual estamos muito agradecidos.

Durante o dia vamos tentar, sempre que possível fazer um live report do evento neste post, editando-o à medida que vamos tendo novidades. Será tudo escrito “à pressa”, à medida que vamos tendo novidades para contar. A hora é a de Portugal.

[09:00] Estamos no Nhow Hotel, sentados, e o evento está a começar. Na nossa mesa estamos nós, a Dânia da YDreams, e o Florent Pajani da Microsoft.

Está neste momento a ser apresentado o evento (por alguém que não tive oportunidade de ouvir o nome).

Os apresentadores estão a “apresentar-se”. Até agora são todos relacionados com HCI – User Experience, Design e User Interface. Um dos apresentadores é ex-Macromedia, tal como o Florent. O August De Los Reyes apresenta-se, e diz que é um dos responsáveis da Microsoft Surface table.

[09:15] Inicia-se o Panel Discussion: The Future of the Web (James Deeley)

O apresentador (James Deeley) está a falar na quantidade de tempo que dispendemos em multi-tasking com diferentes interfaces e dispositivos. Está a falar na importância da acessibilidade, e na interdependência entre dispositivos. A necessidade de utilizarmos interfaces semelhantes em dispositivos diferentes.

Está também a dizer que andarmos com a Internet no bolso leva a que o nosso trabalho se estenda a 24/24.

Está neste momento a falar na importância da Rich Experience e na necessidade de interfaces mais ricos e próximos do utilizador.

Está a falar no impacto do Social Networking que inclusivé mudou mentalidades, e especialmente a forma como falamos e interagimos com os nossos filhos. A realidade deles é diferente da nossa.

Os outros apresentadores estão a discutir o tema livremente.

Um dos apresentadores fala das Rich Applications, e da preocupação que deve haver com a produtividade que o utilizador ganha (ou perde) a usar aquela aplicação que migrou para a Internet. Por outras palavras, da necessidade das aplicações na Internet terem os mesmos ganhos de produtividade das aplicações Desktop.

Fala-se muito em Social Networking.

Um dos apresentadores diz algo engraçado: o seu telemóvel actual tem mais capacidade de processamento que o seu primeiro portátil.

Outros dos apresentadores fala do impacto que a tecnologia teve nas nossas vidas, mas mais no ponto negativo. O tempo que se perde com conectividade, com diferentes interfaces, e com o facto de estarmos sempre ligados. Diz que desde que acorda, tem mensagens de IM, de mail, de sites de social networking.

Um dos presentes do público diz que é preciso considerar o problema de que a partir do momento que passamos uma fronteira, o que nos preocupa não a velocidade da ligação à Internet, mas sim se conseguimos estar online ou não. E que é preciso pensar globalmente relativamente a este assunto.

Fala-se no foco que deve existir em usar a tecnologia para enriquecer o nosso mundo físico, e não ao contrário.

O August diz que no futuro o nosso perfil no FaceBook será um género do nosso cartão de visita.

O James Deeley toca num ponto importante: diz que cada vez menos desenhamos páginas, mas sim experiências. Que temos que deixar de pensar em “uma página, abre outra, abre outra”, mas sim em experiências, aplicações.

Está-se a falar no problema que esta mudança na mentalidade da Web (desenhar-se aplicações e não páginas) cria. Nomeadamente no SEO . Diz-se também que, por exemplo, a abordagem às estatísticas tem que começar a deixar de pensar em “número de páginas”, mas em “minutos”.

[à medida que o tempo passa, vou sentindo cada vez mais que a nossa realidade em PT é realmente diferente: este tipo de assuntos, que aqui são naturais, em Portugal são praticamente ignorados. Faz-me lembrar muitas conversas que iniciei, e que não avançaram porque não eram "relevantes"] .

Está-se a discutir porquê é que com a Internet a educação não se torna gratuíta e disponível a todos. Quando é chega a altura de mudar as mentalidades, e se começar a oferecer gratuitamente a educação, por exemplo, através de aulas online disponíveis para toda a gente. Um dos apresentadores diz uma coisa muito interessante: que a educação deve concentrar-se na criação de skills nos estudantes, e não na informação em si. A informação é facilmente disponibilizada e acedida na internet, e as skills não. Além de que a informação é cada vez mais, tornando-se difícil filtrar o que deve e não deve ser ensinado.

Terminou o primeiro panel. Eu e o João estamos neste momento a ouvir a voz dos ovos (private joke).

[Pausa para café]

Tivemos uma conversa interessante com a Carrie Longson. Talvez um evento riapt com a Microsoft?

[11:45] Vai-se iniciar o novo Panel Discussion: Minimal user interfaces (Giles Colborne)

O apresentador falou nos dias em que o Yahoo dominava a web, até que o Google apareceu. Sem notícias, sem todas aquelas coisas no ecrân: apenas uma caixa de pesquisa. O que os utilizadores querem não é informação imediata, é simplicidade de utilização. (Quando querem informação procuram por ela, não precisam de comer com ela sem pedirem).

O apresentador aconselha o livro “The Laws of Simplicity” de “John Maeda” para quem procura mais informação sobre simplicidade.

Toca num ponto importante, e diz que há uma tendência de se assumir que o utilizador é idiota, e que se deve tentar criar sistemas que aproveitem o conhecimento do utilizador.

Um dos apresentadores refere que uma das coisas importantes num user interface simples é mostrar apenas o que o utilizador precisa no momento, e esconder as outras.

É discutido o assunto de que é necessário conhecer o bem utilizador. O Augusto de Los Reyes diz, em tom de brincadeira mas com alguma seriedade, que um dos truques gratuítos para fazer um estudo etnográfico é por exemplo pesquisar o Flickr. Se quisermos, por exemplo, saber como costuma estar arrumada a secretária de um programador, basta fazer uma pesquisa: há centenas de pessoas que colocam fotos que podem ser usadas para estudar este assunto. Ou por exemplo, há muitas pessoas que colocam diariamente fotos da roupa que usam. Ou simplesmente… o desktop do computador, o que nos permite saber que tipo de interfaces os utilizadores procuram ter, ou como os organizam.

[um ponto engraçado: há várias pessoas aqui com Mac, inclusivé os apresentadores]

Uma frase dos apresentadores: quanto menos queremos mostrar, mais temos que pensar para arranjar uma solução.

Foi entregue um conjunto de questões, que cada mesa deverá responder:

  1. Will your client buy ‘fewer’ features?
  2. Do simple interfaces require complex tools?
  3. Can large teams deliver simple ideas?
  4. Does minimalist inhibit creativity?

A minha opinião pessoal (João Saleiro):

  1. Temos que considerar a realidade do nosso país, onde actualmente a única preocupação é pagar o suficiente para que funcione. O resto é “indiferente”.
  2. Boa pergunta.. :P
  3. Depende de quem gere a equipa, mas não é fácil
  4. Não!

Um dos apresentadores diz que a complexidade de um interface gráfico é resultante muitas vezes da preguiça de quem o faz.

É discutido o assunto de se “Rich Experience” e “Minimalist interfaces” não serão opostos. O apresentador diz que não, minimalist consiste sobretudo em focar na relevância, mas não impede um interface rico.

[Pausa para almoço]

[Massa]

[Mais massa]

1 Comment

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  • a gravatar Mário Santos Said:

    Deixa-me dar os parabéns por terem conseguido estar presentes no evento.
    Estão a ser discutidos pontos bastante intressantes e o vosso resumo está a ser bastante pedagógico e a levantar alguns mitos que existem no mundo das ria’s.

    Estou a seguir atentamente estes vossos resumos que considero de grande utilidade.

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