Jan
16

Live from Envision, Milan – Day 1, Afternoon

[13:45] Inicia-se o Panel Discussion: Adaptive Websites (Wolfgang Henseler)

O apresentador fala na alteração do paradigma dos websites. Diz que hoje em dia estão organizados de uma forma hierarquica.

Fala da forma como a informação está organizada na internet, e da relação com as novas tendências. Dá um exemplo engraçado: de um lado, o livro do Harry Potter. Do outro lado, um vídeo… do livro do Harry Potter a ser folheado. Explica que é desta forma que a Internet está organizada: informação atirada para páginas. Depois substitui o vídeo do livro do Harry Potter a ser folheado, pelo trailer que é deveras mais interessante, e explica que é para este conceito que a internet está a emergir.

Explica que estamos a migrar de web-pages para web-interfaces. Dá um exemplo do Amazon, e diz que tem centenas de links na página que são irrelevantes. Mas não há alternativa, porque não há forma de saber o que é ou não relevante, excepto mostrar tudo. Este é um exemplo de uma web-page. Depois em comparação, apresenta um web-interface, o oSkope que permite pesquisar exactamente o mesmo conteúdo, mas de uma forma mais rápida, simples, e que mostra só o que o utilizador precisa. E com a informação organizada de outras formas.

Está agora a mostrar o WeFeelFine, e as diferentes formas de organizar a mesma informação. Está a mostrar as vantagens de se poder agrupar e mostrar a mesma informação de diferentes formas. Explica que é um exemplo de interface adaptativo, porque depende do utilizador visualizar a informação da forma que pretende.

Está a dizer que a próxima evolução dos interfaces consiste em criar interfaces mais naturais para quem não mexe em computadores. Diz que prevê a morte do rato: o rato é um forma indirecta que temos que usar para fazer algo. É algo não natural.

Fala no Microsoft Surface. Está a passar um vídeo que mostra como funciona o Microsoft Surface, e… é deveras impressionante. Não só a forma de utilizar, mas o interface, e forma como ele passa a interagir com as nossas vidas.



Está a explicar para onde devem caminhar os UIs. A fazer analogias das formas de HCI com os nossos gestos naturais, eliminando alguns conceitos como “janelas”, “cursor do rato”, etc. Termina com uma frase do Albert Einstein: “Imagination more important than knowledge”.

Segue-se o brainstorming.

[O evento localiza-se no Nhow Hotel . A sala tem 7 mesas redondas, com cerca de 4 pessoas por mesa. A assistência é constituída por cerca de 30 pessoas, e consigo contar 7 portugueses. Os apresentadores ao lado da tela de projecção são 5, havendo ainda um mediador de pé]

Fala-se em personalização, e adaptação. Se um utilizador vai a um site ou aplicação, e sempre que entra faz sempre as mesmas duas tarefas, porque é que o site não aprende, e não as faz automaticamente?

[Intervalo, Lanche]

[O bolo de café é bom!]

[15:15] Inicia-se o Panel Discussion: The Emotion Commotion: Design, Emotion, and Technology (August De Los Reyes)

O apresentador está a falar na abundância de escolhas de hoje em dia. Por exemplo, que as pessoas sonham numa casa, e num carro (American Dream), mas as estatísticas indicam que na realidade há mais carros nos EUA que cartas de condução. E que 1/3 da população tem mais que uma casa. Mostra uma fotografia de um supermercado cheio de produtos para escolher, e diz que hoje em dia as escolhas são cada vez menos lógicas, e com menos sentido. E com isto introduz que a emoção tem um papel vital na forma como os designers devem construir as aplicações.

Outro apresentador está a mostrar uma imagem com fotografias de utilizadores filmados enquanto interagiam com um site normal para alugar um carro. É possível ver várias caras diferentes, com tipos de emoções diferentes. Essas emoções permitem perceber o quão difícil é mexer no site no site.

O August de Los Reyes está a dizer que regra geral quando se constroi uma aplicação, é feito um levantamento de requisitos, normalmente dividido em requisitos funcionais e não funcionais. Depois pergunta onde é que entra a emoção aí? Requisitos emocionais? E diz então que deve começar a procurar-se também abordar o conceito de “requisitos qualitativos”.

Brainstorming time.

Perguntei se o Microsoft Surface detectava a pressão do toque. A resposta, na prática, é negativa. Em teoria, porém, um toque representa uma maior zona do dedo visível para o sistema de detecção do toque, fazendo com que haja um género de reacção diferente a pressões diferentes.

Terminou por hoje. Agora é tempo de trocarmos ideias por aqui, e bar aberto das 18h às 19h…. (vou fazer os possíveis para embebedar o João Fernandes. (e filmar)).

1 Comment

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  • a gravatar Joao Goncalves Said:

    Joao, tks, pelos comentarios em tempo quase real, sinto-me como se estivesse em Milão, é claro que nao estou a almocar massas, mas sim um belo bife da vazia, lol

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