Jan
27

Criar aplicações Flex em Português

No desenvolvimento de aplicações em Flex, mais cedo ou mais tarde surge a necessidade de se criar aplicações na nossa língua, e outras especificações tais como formatações de dígitos, datas e erros de validações. Muitas vezes a solução mais rápida é criar um pequeno Formatter e alterar o formato ou sobrepôr os valores por defeito de um Validator mas a forma mais correcta é utilizar o suporte de locale.

Eu e o João Saleiro decidimos facilitar o trabalho partilhando tradução de parte da framework para Português. Para poder compilar as aplicações de Flex em pt_PT terão de seguir os seguintes passos:

  1. Descarregar o seguinte ficheiro Localização pt_PT
  2. Ir por DOS à pasta {Dir da pasta FB3}\sdks\3.0.0\bin
  3. Executar copylocale en_US pt_PT e será criado os ficheiros necessários na pasta {Dir da pasta FB3}\sdks\3.0.0\frameworks\locale\pt_PT
  4. Substituir o framework_rb.swc pelo ficheiro do zip disponibilizado no ponto 1.
  5. Abrir o painel de propriedades de um projecto
  6. Na opção ‘Flex Compiler’ alterar o argumento locale de en_US para pt_PT

Para testar se a localização foi efectuada com sucesso, basta criar uma aplicação de teste com o seguinte código:


<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<mx:Application
xmlns:mx="http://www.adobe.com/2006/mxml"
layout="absolute">

<mx:DateChooser
x="54"
y="24"/>

</mx:Application>

Os meses e os dias da semana deverão estar devidamente em Português.

O framework não foi traduzido na totalidade visto muitas das mensagens serem destinadas ao programador, mas fica aqui a lista do que foi traduzido :

  • Formatters
  • Validators
  • SharedResources
  • Controls
  • Styles
  • Skins

Caso surja algum bug ou achem pertinente obter outras partes do framework traduzidas podem deixar aqui um comentário ou na mailing list.




Jan
21

Primeiro Flex Camp em Portugal, dia 19 de Fevereiro no ISCTE

flexcamp_resize.jpg

O Flex Camp é uma série de conferências sobre Adobe Flex e Adobe Air que começou o ano passado nos Estados Unidos. Recentemente, a Adobe decidiu expandir o evento para a Europa, e o RiaPT conseguiu trazer o Flex Camp a Portugal no primeiro evento do género.

O evento ocorrerá no próximo dia 19 de Fevereiro, no ISCTE a partir das 14h. Falta ainda acertar alguns pormenores, tais como a agenda e os temas das apresentações, mas à medida que esta informação for fechada iremos actualizar este post.

Agenda (sujeita a alteração)

Inscrições

O evento é totalmente grátis mas existe um limite de 180 inscrições. As inscrições podem ser feitas aqui .

Mais informações sobre o conceito Flex Camp aqui e aqui.




Jan
19

Google trends: Microsoft Silverlight vs Adobe Flex/Adobe Flash

Acabei de fazer umas comparações no Google Trends para ver como tem reagido o mercado à estratégia que a Microsoft preparou para o Silverlight. O Google Trends é uma ferramenta do Google que permite analisar as tendências nas pesquisas ao longo do tempo, e fazer comparativos.

Comparei “Microsoft Silverlight” com “Adobe Flex”, e obtive estes dados:

Silverlight vs Flex

Supreendentemente constatei que no final de 2007 as pesquisas sobre Microsoft Silverlight haviam suplantado as pesquisas sobre Adobe Flex, mesmo que ligeiramente. Com isto, o Silverlight entrou em 2008 com um crescente interesse muito graças à estratégia da Microsoft.

Entretanto, ocorreu-me que o Silverlight (ainda) não é uma plataforma para desenvolvimento de RIAs, mas sim para a construção de Rich Websites e experiências interactivas, pelo que o verdadeiro concorrente não é o Flex, mas sim a plataforma Flash.

Alterando a minha pesquisa no Google Trends para “Microsoft Silverlight” e “Adobe Flash” obtive estes dados:

silverlight_vs_flash.JPG

É impressionante a distância que o Silverlight ainda terá que percorrer para atingir o mesmo interesse que existe na plataforma Flash. Por detrás do Silverlight existe um grande nome, mas olhando para estas estatísticas fica patente o desafio que a Microsoft tem pela frente. Esta, porém, não se encolheu e está a apostar forte na plataforma. Será muito interessante ir acompanhando a evolução nas estatísticas do Google Trends.




Jan
18

Feature requests para as próximas versões do Flex

A versão final do Flex 3 deverá estar muito próxima de ser lançada. Entretanto, já estão a ser feitos esforços na versão 4 do Flex, e na próxima geração da plataforma Flash. Algumas das coisas que sei que estão planeadas:

  • Coordenada Z nativa no plataforma Flash: com a mesma simplicidade que mudamos o x e o y, também vamos poder mudar o Z;
  • Integração entre designers e developers, graças ao Thermo;
  • Novo sistema de criação de componentes, muito mais simples, e baseado em MVC;
  • Stage rendering: o Flash CS4 possuirá um modo que permite testar o conteúdo em authortime (sem ser necessário estar sempre a compilar);
  • Bye bye às keyframes no Flash CS4, e bem vindo a um novo conceito: path;
  • Inverse kinematics: vamos começar a brincar com esqueletos (saiu um bocado mórbida, esta frase…)

Mais informações podem ser vistas neste post no blog do João Fernandes, e neste post no blog do Peter Elst.

Feature Requests:

Porém, existem algumas coisas com as quais eu sonho para tornar a minha vida mais fácil (e interessante):

  • Abrir e criar ficheiros PDF usando a plataforma Flash;
  • Wizards e ferramentas com outros estilos de formatação de código no Flex Builder. Por exemplo, que permitam que a formatação por defeito do nosso código MXML possua uma propriedade por linha para cada tag;
  • CSS autocomplete;
  • Acesso transparente para o programador client-side aos serviços remotos, nomeadamente se existir um método num web-service do lado do servidor, automaticamente do lado do cliente aparece-lhe esse web-service com o respectivo método na lista de autocomplete, sem ser necessário termos que programar um Service Delegate, ou usar um wizard (excepto da primeira vez que se cria um projecto, para apontar para o respectivo WDSL ou gateway de Flash Remoting). Isto é algo que durante o Envision constatei que existe no Silverlight;
  • Versões do BlazeDS (data push) para plataformas LAMP;
  • Funcionalidades semelhantes ao E4X, mas para objectos;
  • Possibilidade de carregar um ficheiro client-side, escolhido pelo utilizador, e poder carregá-lo para uma variável sem ter que ser necessário enviá-lo para o servidor, e descarregá-lo novamente. Isto é algo que existe no Silverlight;
  • Uma solução standart aceite pelo Google para resolver o problema de SEO;
  • Melhor font aliasing;
  • Alpha channel para fontes não embebidas;
  • Cairngorm incremental generators (tal como o FlexFuel) embutidos no Eclipse;
  • E agora o feature request mais estranho: Actionscript para o server-side. É algo que provavelmente não vai acontecer, mas seria muito bom que a linguagem server-side e client-side fosse a mesma. Não se justifica estarmos a trabalhar em duas linguagens diferentes, e muito menos, termos que nos especializar, estudar, e acompanhar duas (ou mais) plataformas quando podíamos fazer tudo na mesma.



Jan
17

Live from Envision, Milan - Day 2, Morning

[10:15] Inicia-se o Panel Discussion: Opening Keynote: Microsoft and the Design Market (August de los Reyes)

O August de Los Reyes apresenta-se (algo que não aconteceu ontem) em detalhe, de uma forma extremamente divertida. É realmente uma pessoa muito engraçada, e interessante, e um excelente speaker.

[É difícil acompanhar a apresentação e escrever, porque o August é muito conciso e directo, e sempre que começo a escrever algo, ele já saltou para o assunto seguinte... mas vou continuar a tentar :P]

O August de Los Reyes faz muitas analogias com estudos filosóficos, sociológicos, livros e filmes com situações reais do mundo, misturando com a tecnologia. Como já disse, é muito complicado acompanhar e escrever (para escrever esta frase, perdi 2 ou 3 raciocínios…).

O apresentador fala de Marvin Minsky, um colega dele do MIT, pioneiro na inteligência artificial, e que fez imensos estudos sobre inteligência e emoção, misturando com tecnologia. Consegui apanhar: The Society of Mind - Marvin Minsky e The Emotion Machine - Marvin Minsky.

Uma das frases que apanhei de estudos feitos pelo Mavin Minsky: Rational Thought = Emotional Thought. Ou seja, estas duas coisas não são um dualismo, mas sim diferentes formas de pensamento.

O apresentador explica o processo que acontece no nosso corpo quando temos uma emoção, estando neste momento a falar no medo, e nas reacções fisiológicas que ocorrem. Diz que estes estudos podem ajudar os designers, e que mais tarde explicará.

Outro livro que apanhei: Stumbling on Happiness - Daniel Gilbert .

Está a falar de uma framework que relaciona as emoções com a tecnologia, usada para o Halo, chamada MDA: Mechanics, Dynamics, and Aesthetic. As decisões que são feitas hoje em dia em termos tecnológicos, são feitas de acordo com estudos psicológicos, filosóficos, sociológicos, etc.

Uma das coisas que ele fala muito, é da transição da information age para a conceptual age. Refere imensas vezes as “six aptitudes” do Daniel H. Pink . Lembro-me de ter referido o livro “A Whole New Mind: Why right brainers will rule the future”.

Outro livro: “The Hero with a Thousand Faces: Joseph Campel”.

Está a falar no filósofo Parmenides, e de onde destaca a frase “Nothing comes from nothing“.

Outro livro: “The Change Function: Why some technologies take off and others crash and burn” de “Pip Coburn”. Deste livro, retira a teoria: Pain of Adoption < Existing User Pain . Explica que se a dor de adoptar algo for mais difícil que a dor actual do utilizador, essa tecnologia simplesmente não vai pegar.

Normalmente as empresas seguem-se pela máxima “What do costumers want”. Porém, aquilo que a Microsoft procura seguir não é esta máxima, mas a máxima do “understand costumers pain”, e desenhar algo novo não por ser novo, mas consoante essa máxima.

Uma frase que ele referiu várias vezes: “The simplest questions have the most complex answers”.

Uma das experiências que consegui apanhar, lá para o meio da apresentação, foi relativa à interpretação das emoções. Acreditava-se que determinada reacção fisiológica correspondia a determinada emoção. Porém, fizeram algumas experiências, e uma delas consistiu em ler as reacções fisiológicas de um condutor de um carro Nascar que estava a divertir-se a puxar o carro aos limites numa pista. Entregaram essa reacção a um grupo de médicos e não lhes disseram a quem pertencia, e em que circunstâncias ocorrera. Os médicos chegaram ao consenso de que sem dúvida o indivíduo estava a ter um ataque de pânico…

Termina a apresentação do August. Foi deveras fantástica, e completamente “inspiring”. Gostava de ter conseguido transmitir mais, mas ele era mesmo muito rápido a encadear raciocínios e saltar de um para outro.

[11:45] Inicia-se o Panel Discussion: Microsoft Design Products and their impact Market (Steve Guttman)

O apresentador explica a evolução do design, com um exemplo visual com ovos. Aparece um ovo desenhado num livro (print design). Depois começou-se a evoluir para a standartização do ovo, com medidas, elipses, etc. Há mais alguns ecrâns que não consigo acompanhar, e então aparece um ovo no meio de uma tag HTML. Aparece então um gráfico dos designers a entregar aos developers o ovo num mockup. Quando chega a altura dos developers implementarem, aparece uma imagem do ovo partido. O máximo que os developers conseguem entregar e fazer, é entregar o ovo colado com fita cola.

Começa-se a falar de Design no Microsoft Expression.

O apresentador foca que o grande objectivo do pacote é separar o application logic (coders em C# e VB.Net) da presentation logic (XAML).

Diz que os designers e os developers falam linguagens diferentes.

Os designers criam mockups giros em Photoshop, passam os ficheiros aos developers, e eles colocam o produto a funcionar recriando em código esses mockups. Normalmente não sai exactamente o que o designer pensou, nunca resultando em algo perfeito à primeira.

A ideia da Microsoft para resolver este problema, consistiu na criação de uma linguagem (XAML) que descreve a geometria e a animação, e utilizá-la para servir de comunicação entre ambos, e em vez do designer entregar um mockup em imagens, entrega o mockup em XAML (linguagem em plain text).

O apresentador começa a falar no Microsoft Expression package, referindo os produtos Expression Studio Web, Design, Media e Blend.

Surge a pergunta: qual é a credibilidade da Microsoft no mercado dos designers?

O apresentador diz que antigamente o design era algo necessário como estratégia de mercado, hoje em dia é algo fundamental em qualquer projecto.

Diz também que a grande vantagem da Microsoft, é que esta dedica-se, e sabe como resolver os problemas de negócio dos cliente. Enquanto que a Adobe sabe como trabalhar com os problemas de marketing.

Outra das vantagens é que o Silverlight fornece uma integração fantástica com os produtos Microsoft: IIS, ASP.NET, Visual Studio sendo excelente para quem já se baseia nessas plataformas.

Um dos objectivos da Microsoft é que com o tempo o Expression se venha a tornar num concorrente dos produtos de design da Adobe.

Termina a apresentação, e começa a série de perguntas.

Os apresentadores dizem que a Microsoft prevê que de 6 a 9 meses haja já uma penetração considerável do Silverlight, e que no final do Verão ainda não haverá completa ubiquidade, mas ubiquidade considerável.

Dizem também que uma das vantagens da Microsoft, é que no mercado empresarial as empresas têm alguma dificuldade em confiar nas soluções Adobe, devido ao perfil da empresa (mais ligada ao design).

O Silverlight é sobre negócio e requisitos de negócio.

Está-se a dar muito destaque ao workflow real de desenvolvimento nas empresas, sendo que a Microsoft procurou que as ferramentas fossem feitas de acordo com a estrutura das equipas, havendo um produto para cada papel e havendo uma interligação entre todos os produtos.

É feita uma série de perguntas, que recebem algumas respostas duvidosas por falta de um expert na plataforma Silverlight que teve o seu voo cancelado por mau tempo.

Uma das vantagens da Microsoft, é que a Micrososft oferece treino às empresas que queiram usar o Silverlight.

Sai uma pergunta nossa: qual é o roadmap para a plataforma, relativamente aos componentes de user interface especificamente para o desenvolvimento de Rich Internet Applications. A resposta é que podemos esperar estes componentes na versão 2 do Silverlight, este Verão. As versões beta que sairão brevemente já trarão estes componentes, e algumas outras coisas como o data binding. Um dos apresentadores diz também que haverá uma surpresa fantástica neste sentido que não pode revelar.

É feita a pergunta de como está a questão do cross-browser e cross-platform do Silverlight. Os apresentadores respondem que o Silverlight estará disponível para Windows e Mac nos principais browsers, e que estão a trabalhar em conjunto com uma equipa para lançar uma versão para Linux. Quanto às ferramentas, como o Blend, neste momento só estarão disponíveis para PC. Há muita gente que quer as ferramentas em Mac, mas só o tempo o dirá.

Termina a sessão.

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