[10:15] Inicia-se o Panel Discussion: Opening Keynote: Microsoft and the Design Market (August de los Reyes)
O August de Los Reyes apresenta-se (algo que não aconteceu ontem) em detalhe, de uma forma extremamente divertida. É realmente uma pessoa muito engraçada, e interessante, e um excelente speaker.
[É difícil acompanhar a apresentação e escrever, porque o August é muito conciso e directo, e sempre que começo a escrever algo, ele já saltou para o assunto seguinte... mas vou continuar a tentar :P]
O August de Los Reyes faz muitas analogias com estudos filosóficos, sociológicos, livros e filmes com situações reais do mundo, misturando com a tecnologia. Como já disse, é muito complicado acompanhar e escrever (para escrever esta frase, perdi 2 ou 3 raciocínios…).
O apresentador fala de Marvin Minsky, um colega dele do MIT, pioneiro na inteligência artificial, e que fez imensos estudos sobre inteligência e emoção, misturando com tecnologia. Consegui apanhar: The Society of Mind - Marvin Minsky e The Emotion Machine - Marvin Minsky.
Uma das frases que apanhei de estudos feitos pelo Mavin Minsky: Rational Thought = Emotional Thought. Ou seja, estas duas coisas não são um dualismo, mas sim diferentes formas de pensamento.
O apresentador explica o processo que acontece no nosso corpo quando temos uma emoção, estando neste momento a falar no medo, e nas reacções fisiológicas que ocorrem. Diz que estes estudos podem ajudar os designers, e que mais tarde explicará.
Outro livro que apanhei: Stumbling on Happiness - Daniel Gilbert .
Está a falar de uma framework que relaciona as emoções com a tecnologia, usada para o Halo, chamada MDA: Mechanics, Dynamics, and Aesthetic. As decisões que são feitas hoje em dia em termos tecnológicos, são feitas de acordo com estudos psicológicos, filosóficos, sociológicos, etc.
Uma das coisas que ele fala muito, é da transição da information age para a conceptual age. Refere imensas vezes as “six aptitudes” do Daniel H. Pink . Lembro-me de ter referido o livro “A Whole New Mind: Why right brainers will rule the future”.
Outro livro: “The Hero with a Thousand Faces: Joseph Campel”.
Está a falar no filósofo Parmenides, e de onde destaca a frase “Nothing comes from nothing“.
Outro livro: “The Change Function: Why some technologies take off and others crash and burn” de “Pip Coburn”. Deste livro, retira a teoria: Pain of Adoption < Existing User Pain . Explica que se a dor de adoptar algo for mais difícil que a dor actual do utilizador, essa tecnologia simplesmente não vai pegar.
Normalmente as empresas seguem-se pela máxima “What do costumers want”. Porém, aquilo que a Microsoft procura seguir não é esta máxima, mas a máxima do “understand costumers pain”, e desenhar algo novo não por ser novo, mas consoante essa máxima.
Uma frase que ele referiu várias vezes: “The simplest questions have the most complex answers”.
Uma das experiências que consegui apanhar, lá para o meio da apresentação, foi relativa à interpretação das emoções. Acreditava-se que determinada reacção fisiológica correspondia a determinada emoção. Porém, fizeram algumas experiências, e uma delas consistiu em ler as reacções fisiológicas de um condutor de um carro Nascar que estava a divertir-se a puxar o carro aos limites numa pista. Entregaram essa reacção a um grupo de médicos e não lhes disseram a quem pertencia, e em que circunstâncias ocorrera. Os médicos chegaram ao consenso de que sem dúvida o indivíduo estava a ter um ataque de pânico…
Termina a apresentação do August. Foi deveras fantástica, e completamente “inspiring”. Gostava de ter conseguido transmitir mais, mas ele era mesmo muito rápido a encadear raciocínios e saltar de um para outro.
[11:45] Inicia-se o Panel Discussion: Microsoft Design Products and their impact Market (Steve Guttman)
O apresentador explica a evolução do design, com um exemplo visual com ovos. Aparece um ovo desenhado num livro (print design). Depois começou-se a evoluir para a standartização do ovo, com medidas, elipses, etc. Há mais alguns ecrâns que não consigo acompanhar, e então aparece um ovo no meio de uma tag HTML. Aparece então um gráfico dos designers a entregar aos developers o ovo num mockup. Quando chega a altura dos developers implementarem, aparece uma imagem do ovo partido. O máximo que os developers conseguem entregar e fazer, é entregar o ovo colado com fita cola.
Começa-se a falar de Design no Microsoft Expression.
O apresentador foca que o grande objectivo do pacote é separar o application logic (coders em C# e VB.Net) da presentation logic (XAML).
Diz que os designers e os developers falam linguagens diferentes.
Os designers criam mockups giros em Photoshop, passam os ficheiros aos developers, e eles colocam o produto a funcionar recriando em código esses mockups. Normalmente não sai exactamente o que o designer pensou, nunca resultando em algo perfeito à primeira.
A ideia da Microsoft para resolver este problema, consistiu na criação de uma linguagem (XAML) que descreve a geometria e a animação, e utilizá-la para servir de comunicação entre ambos, e em vez do designer entregar um mockup em imagens, entrega o mockup em XAML (linguagem em plain text).
O apresentador começa a falar no Microsoft Expression package, referindo os produtos Expression Studio Web, Design, Media e Blend.
Surge a pergunta: qual é a credibilidade da Microsoft no mercado dos designers?
O apresentador diz que antigamente o design era algo necessário como estratégia de mercado, hoje em dia é algo fundamental em qualquer projecto.
Diz também que a grande vantagem da Microsoft, é que esta dedica-se, e sabe como resolver os problemas de negócio dos cliente. Enquanto que a Adobe sabe como trabalhar com os problemas de marketing.
Outra das vantagens é que o Silverlight fornece uma integração fantástica com os produtos Microsoft: IIS, ASP.NET, Visual Studio sendo excelente para quem já se baseia nessas plataformas.
Um dos objectivos da Microsoft é que com o tempo o Expression se venha a tornar num concorrente dos produtos de design da Adobe.
Termina a apresentação, e começa a série de perguntas.
Os apresentadores dizem que a Microsoft prevê que de 6 a 9 meses haja já uma penetração considerável do Silverlight, e que no final do Verão ainda não haverá completa ubiquidade, mas ubiquidade considerável.
Dizem também que uma das vantagens da Microsoft, é que no mercado empresarial as empresas têm alguma dificuldade em confiar nas soluções Adobe, devido ao perfil da empresa (mais ligada ao design).
O Silverlight é sobre negócio e requisitos de negócio.
Está-se a dar muito destaque ao workflow real de desenvolvimento nas empresas, sendo que a Microsoft procurou que as ferramentas fossem feitas de acordo com a estrutura das equipas, havendo um produto para cada papel e havendo uma interligação entre todos os produtos.
É feita uma série de perguntas, que recebem algumas respostas duvidosas por falta de um expert na plataforma Silverlight que teve o seu voo cancelado por mau tempo.
Uma das vantagens da Microsoft, é que a Micrososft oferece treino às empresas que queiram usar o Silverlight.
Sai uma pergunta nossa: qual é o roadmap para a plataforma, relativamente aos componentes de user interface especificamente para o desenvolvimento de Rich Internet Applications. A resposta é que podemos esperar estes componentes na versão 2 do Silverlight, este Verão. As versões beta que sairão brevemente já trarão estes componentes, e algumas outras coisas como o data binding. Um dos apresentadores diz também que haverá uma surpresa fantástica neste sentido que não pode revelar.
É feita a pergunta de como está a questão do cross-browser e cross-platform do Silverlight. Os apresentadores respondem que o Silverlight estará disponível para Windows e Mac nos principais browsers, e que estão a trabalhar em conjunto com uma equipa para lançar uma versão para Linux. Quanto às ferramentas, como o Blend, neste momento só estarão disponíveis para PC. Há muita gente que quer as ferramentas em Mac, mas só o tempo o dirá.
Termina a sessão.