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Jan
19

Conclusões do primeiro encontro oficial da comunidade

Realizou-se ontem na casa do Kim o primeiro encontro oficial da nossa comunidade. As strippers infelizmente não puderam comparecer, mas tivemos pizza (Pizza-RIA? ), comes e bebes, e muitas discussões pertinentes.

Foto do primeiro meeting do riapt

Foi interessante ver a grande diversidade nas (7) poucas – mas boas – pessoas que apareceram:

  • Daniel e Alberto, dois “novatos” sedentos de conhecimento;
  • Frederico, designer freelancer;
  • José Gouveia, Interaction Designer/Flash Developer na View;
  • Kim, Software Engineer, Surfer, Java Developer na EF tecnologias, freelancer pela New Media Style, e mais algumas coisas que não cabem aqui;
  • João Fernandes, Programador Expert nos produtos da Adobe – FB2, FDS2, Coldfusion, e não só – que utiliza na Cofina;
  • e eu, que ainda não sei o que quero ser quando for grande.

O Dave Wolf da Cynergy Systems escreveu no dia 15, “It takes a village” (to develop a Rich Internet Application). Segundo ele “Developing RIA’s takes designers, UI developers, Data modelers, back end developers and the well orchestrated coordination of these team members into a well established and disciplined development environment.”. Será que podemos dizer que esteve uma “village” na casa do Kim?

Entre os assuntos que marcaram a noite, discutimos as potencialidades do Flex Builder 2 e do FDS 2, fizemos algumas previsões relativamente ao Apollo, falamos sobre o preconceito ao Flash e o problema do mercado nacional não se aperceber do grande potencial das RIAs.

O Kim mostrou a sua RIA (secreta!) que construiu para si e para os seus amigos surfistas, e o João Fernandes levou consigo dois exemplos em Flex, um feito pelo Nelson Baptista (que não pode comparecer) que demonstrava o runtime CSS em acção, e outro feito por ele próprio que demonstrava uma aplicação Flex a comunicar com um servidor XMPP (Jabber). Vimo-lo a fazer login na aplicação, e a aparecer online no seu cliente de IM, e a ainda a trocar mensagens entre o IM e a aplicação. Um pequeno exemplo, mas ao mesmo tempo um excelente proof of concept. Pode ser que no próximo encontro a aplicação já venha dotada de video-conferência, através do Red5.

Alguns interessantes pontos de vista discutidos que me ficaram na memória, foram os seguintes:

  • O Apollo vai realmente marcar a diferença, mas também poderá abrir as portas a novos problemas de segurança (vírus, ataques, etc). Além disso, a facilidade com que o Apollo abre as portas do desenvolvimento de Desktop Applications aos Web Developers poderá resultar em muito software concebido com mau código (no desenvolvimento Web não há uma tradição de best practices tão forte como no desenvolvimento de aplicações desktop).
  • O Flex Data Services 2 parece ser fantástico em dois sentidos: pelas suas potencialidades mas também pela simplicidade que é para o programador utilizá-las. Porém, o seu preço – quando é necessário que o servidor tenha mais que um processador – consegue acalmar os ânimos muito depressa…
  • Runtime CSS é realmente giro, mas alguém se consegue recordar de uma utilização prática para o usar, tirando… ser giro?
  • Depois de tantos anos, e de tantas provas dadas, é triste constatar o preconceito que continua a existir para com a Flash Platform. A palavra Flash continua associada a banners, animações e intros. E quem perde com isso é o próprio mercado.
  • Uma importante estratégia a adoptar na construção de interfaces usáveis das RIAs, é mostrar (ou colocar em destaque) ao utilizador só aquilo que ele precisa no momento.
  • A construção de RIAs implica um vasto conhecimento num considerável número de diferentes tecnologias e metodologias, e os interessados em entrar neste mundo sentem-se um pouco perdidos, pois nunca sabem por onde começar e que passos dar.
  • Hoje em dia existe uma linha ténue entre a definição de um site e de uma RIA – as RIAs possuem cada vez mais aspecto de sites, e os sites cada vez mais funcionalidades aplicacionais. A Adobe precisa de resolver o problema de ter duas ferramentas distintas, uma para sites (Flash) e outra para RIAs (Flex), sem ter definido guidelines para um workflow de um projecto que una designers Flash e programadores Flex. Esperemos que com o lançamento do Flash 9 isto fique resolvido.
  • A febre do AJAX originou largas dezenas de diferentes frameworks, e neste caso a diversidade que normalmente é desejada, tornou-se indesejada: todas as frameworks têm características, funcionamento e potencialidades diferentes transformando a escolha e estabilização de uma framework num problema bicudo.
  • A comunidade precisa de AJAX developers. Neste momento somos praticamente constítuidos apenas por adeptos da Flash Platform, e AJAXianos são necessários.
  • Seria interessante tentar disseminar a comunidade e o conceito de RIAs no seio universitário.

Resumindo, foi uma iniciativa interessante que espero que se repita muitas mais vezes! Quem quiser, pode ver algumas fotos aqui.

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